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Doutora

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Lucas (O Paciente) A sala de espera da clínica estava com o ar-condicionado no talo, mas eu suava frio.  Não era febre. Pelo menos, não do tipo que se cura com dipirona. Eu batia o pé no chão, impaciente. A secretária me olhou feio pela terceira vez por cima dos óculos. — Senhor Lucas, como já expliquei, a Dra. Helena está com a agenda lotada. O senhor não tem horário marcado. — Moça, você não tá entendendo. Meu caso é de emergência médica. A doutora me deu um remédio ontem à noite e eu tô com uns... efeitos colaterais. Eu só sorrio desde a hora que acordei. Tá doendo a bochecha já. Eu não ia contar pra ela, óbvio, que o "remédio" foi administrado no apartamento da médica, entre lençóis de algodão egípcio e garrafas de vinho seco. Que o "chá" que eu tomei me deixou flutuando por uma semana inteira, mesmo tendo passado só algumas horas.  Aquela mulher me derrubou. Me deixou de cama — e que cama, meus amigos. Eu, que sempre me achei o imbatível, fui comple...

🌌 Loop Temporal de Desejo: O Pecado Repetido ⏳

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O ar tinha o cheiro persistente de incenso e suor. O quarto, um labirinto de sombras e seda amassada, era o palco do nosso déjà vu constante. "Como é que tudo isto começou? Me pergunto quando tudo ficou assim...", sussurrei no escuro, traçando a curva do seu quadril com um dedo. Você riu, um som rouco que eu conhecia tão bem. Uma risada que, em breve, se tornaria um gemido de desespero e, depois, de satisfação, antes de resetarmos tudo. @@@@ @@@@ Ponto de Vista: A Agente Temporal (Luna) Sempre a mesma noite. Sempre a mesma cama. Eu sou a "salvadora do mundo", ou assim disseram. Mas para mim, o "mundo" se resumia a você, Eros, e a este momento que se repete. "Vendo esses dias repetirem de novo. Vivendo preso nesse loop sem fim...", cantarolei, mordiscando a pele macia do seu ombro. O loop foi criado para me dar a chance de te convencer a não cometer o erro fatal. O erro que destrói o futuro que eu vi. Mas... e se o meu erro for o camin...

Noite Proibida no Terraço

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Eu não deveria estar ali. O prédio inteiro dormia, a cidade respirava silenciosa sob as luzes amareladas dos postes, e eu, com o coração acelerado, subia as escadas de serviço em direção ao terraço. O convite tinha chegado algumas horas antes: uma mensagem curta, escrita de forma quase desafiadora. > “Se tiver coragem, me encontre no alto. Traga sede.” Quando empurrei a porta pesada, o vento da madrugada me atingiu no rosto.E ela já estava lá. De costas, apoiada na mureta, o vestido curto colado às curvas como se tivesse sido costurado na pele. Cabelo solto, ombros à mostra, e um sorriso de quem sabia exatamente o que estava prestes a fazer comigo. — Achei que você não viria — disse, sem sequer se virar. — E perder isso? Nunca. Aproximei-me devagar, mas ela não me deu tempo para pensar. Virou-se, agarrou minha camisa e me puxou num beijo que mais parecia um ataque. A língua dela invadiu minha boca com fome, e meu corpo reagiu de imediato, pressionando-se contra o dela. O...

No Silêncio é mais gostoso

A sala estava silenciosa, exceto pelo som rítmico do relógio de parede e o farfalhar dos papéis. Maria, a nova estária, estava curvada sobre sua mesa, concentrada em finalizar um relatório urgente. Seus cabelos castanhos caíam em cachos suaves sobre seus ombros, e a blusa branca justa realçava suas curvas. De repente, porta do escritório se abriu, e Carlos, o chefe do departamento, entrou. Ele era conhecido por seu charme e por sempre conseguir o que queria. Seus olhos escuros brilharam ao ver Maria, que ainda estava curvada, oferecendo uma visão tentadora de decote. "Maria, preciso que você verifique esses números," disse Carlos, aproximando-se da mesa. Ele se inclinou, colocando uma pasta ao lado dela, e ela pôde sentir seu hálito quente em seu pescoço. "E preciso seja agora." Maria sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Ela levantou-se lentamente, virando-se para encarar Carlos. "Claro, chefe. Vou verificar agora mesmo." Carlos sorriu, um sorriso que ...

Desabafo

OI, aqui é o Welllington, não sou muito de me apresentar nem de falar coisa pessoais da minha vida, porque isso é anti profissional e minha vida não é um show para todo mundo assistir mas mesmo assim estou aqui escrevendo, porque de alguma forma acredito que escrever, pelo menos para mim é como uma terapia, e sempre foi de certa forma, por isso escrevo. Eu escrevo devido a certas coisas que aconntecem cmg, coisas das quais não tenho controle, que me atingem e que querendo ou não eu sofro muito, e algumas vezes msm sem sofrer fico mal por motivo nenhum. Venho de uma familha simples e não tenho muito acontar, mas meu primeiro arrependimento se encontra la, quando eu era uma criança, apesar de fazer muito tempo e eu ser perdoado pela pessoa em questão, ainda não me perdoei , eu acho, pq ainda choro e sonho. certo dia na minha infancia, com minha irmã, indo comprar bala, fui imprudente, e comecei a correr na rua, e fiz ela correr na hora que estava passando uma moto e minha irmã foi atrope...

⚘️A Flor solitária e a alma Fantasma👻

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Asheley Salles vivia em uma gaiola de ouro.  Como única herdeira do Conde Sperom, sua vida era um tabuleiro de xadrez onde ela era a peça mais valiosa, destinada a ser entregue ao General Speron para selar um pacto de sangue e poder.  Mas Asheley tinha um fogo interno que os bailes aristocráticos não conseguiam apagar. Ela sentia uma solidão profunda, um vazio que só era preenchido quando as luzes do teatro de Ethergard se apagavam. Wagner, o astro da ópera, era o seu vício secreto. No palco, ele era a perfeição; nos bastidores, ele era um mistério envolto em elegância e melancolia.  Wagner era um vampiro, o último de sua linhagem, vivendo em constante vigília para esconder sua natureza predatória. Mas, ao ver Asheley na primeira fila — sempre à direita, com os olhos castanhos devorando cada movimento seu — a máscara de gelo do ator começou a rachar. %%%% %%%% A tensão explodiu em uma noite de tempestade. Após a última reverência, as cortinas se fecharam, mas ...

além da Respiração : Parte 2

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           ​O Quartel General dos Hashiras cheirava a remédios, suor e tristeza. A vitória sobre o Oni do Trem Infinito tinha sido oca. Kyojuro Rengoku estava morto, um pilar de fogo que se apagara. O luto pesava mais que as espadas de ferro. ​Tanjiro estava um fantasma. Sua dor era palpável, uma névoa depressiva que o mantinha preso na cama. Inosuke, incapaz de processar a emoção, estava na montanha, gritando e estrassalhando árvores, tentando externalizar a ferida que a morte de Rengoku abrira. ​E então, havia Zenitsu. O medo o havia abandonado, substituído por uma necessidade primitiva: a de ir até quem o deixasse quente, até a única fonte de conforto que seu novo eu viciado em adrenalina conhecia. ​Ele a encontrou na Biblioteca da Hashira dos Insetos, um lugar de paz, conhecimento e ordem. Nezuko estava lá, sentada de joelhos sobre uma esteira, a luz tênue do papel de arroz iluminando seu rosto. Ela tentava decifrar um pergaminho antigo sobr...